quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Luís Paulo Rosenberg

Estou achando muito estimulante o debate gerado pela minha proposta de, se chegarmos ao jogo contra o Palmeiras já sagrados campeões, recebermos dele as faixas.
Em primeiro lugar, quero esclarecer que jamais me antecipei à conquista, bazofiando uma vitória que ainda está longe de ser alcançada, como insinuaram alguns críticos superficiais, mesmo do meu grupo. O que afirmei, e a mídia registrou com precisão, é que queria muito ver resolvido o título antes do jogo do Palmeiras, por temer ter que vencer nosso mais tradicional rival, para conquistar o troféu. Ou seja, minha manifestação foi de humildade perante o resultado ainda distante e de respeito pelas tradições do Palestra.
Isto posto, vamos à proposta da entrega das faixas. Se formos campeões, entregar-nos a faixa seria um gesto de espírito esportivo consagrado no mundo. Prova de civilidade, o ato estreita laços, mostra respeito mútuo e elimina inimizades, contribui para diminuir a violência e não o contrário, como alegam mentes menores. Quando ganhamos a Copa Brasil, em 2009, tivemos o privilégio de receber as faixas de campeões do Fluminense, um dos clubes fidalgos do Brasil e que nos arrebataria o Brasileiro, tempos depois. Escolher o Palmeiras como o clube que partilharia da nossa alegria de eventualmente sermos campeões, entregando-nos as faixas antes do início do jogo, revela o apreço e respeito que temos por este adversário, nascido das mesmas raízes, o mais antigo rival que temos. Tal gesto simplesmente complementaria a fieira de ações semelhantes que estamos desenvolvendo em conjunto, como o troféu Osvaldo Brandão, a parceria no Jogando pelo Meio Ambiente e outras.
O Corinthians está tentando mudar a feição do futebol brasileiro, estimulando ações sociais e ecológicas, demonstrando companheirismo e solidariedade aos nossos rivais, contribuindo para eliminar a violência em todas as formas de relacionamento humano. Não é por outra razão que, no último domingo, jogamos com o nome da Lei Maria da Penha na camisa – que pune a violência contra mulheres e meninas – em projeto conjunto com a ONU.
Que o sofrimento garantido que teremos no próximo domingo possa redundar no penta, queira São Jorge. E que este clube notável, de tradições semelhantes à nossa, que é o Palmeiras, nos faça mais felizes por nos entregar as faixas, sob aplausos das duas torcidas, adversárias sempre, inimigas jamais. E que nos 90 minutos do jogo, mostrem seu crescente futebol, no esforço sadio de carimbar o que nos entregaram!
 
Luis Paulo Rosenberg

PS: o vice-presidente de futebol do Palmeiras é bom para fazer beirutes e não merece o cargo que tem na Sociedade Esportiva Palmeiras. Fazendo trocadilho com um especialista em lanchonetes, ele só se alimenta de polêmicas. Polemiza muito, mas realiza e pensa muito pouco. Ainda bem que o Frizzo passa e o Palmeiras, nosso principal adversário, fica. Ele, como todo friso, está bem arranhado...

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